
Foi há 7 anos atrás que assisti com incredulidade ao maior ataque terrorista de todos os tempos.
Alguns loucos (bastará este adjectivo?) pegaram em aviões comerciais e fizeram deles armas de extermínio, cometeram actos que julgo dificeís de catalogar, que nem a imaginação mais doentia conseguiria gizar... Caem dois arranha-céus, milhares de pessoas morrem, o mundo fica em estado de choque, e parece que se iniciou uma nova era nas relações internacionais.
Não mais viajamos de avião com líquidos trazidos de casa, em alguns aeroportos temos de tirar os sapatos, em algumas cidades a psicose securitária parece regra, tivemos Madrid 11/03 e Londres 7/05 e esperamos, com receio, qual será a próxima cidade a ser violada, houve a deposição dos talibãs, de Saddam e o crescendo de tensão com o Irão, e há neste momento, milhões de bandeiras dos Estados Unidos da América penduradas em postes, janelas, carros ou casas.
Não tenhamos dúvidas, não sejamos ingénuos, não caiamos em demagogias. Este terrorismo tem apenas um objectivo: acabar com o mundo livre. Querem acabar com as democracias e sociedades plurais, tolerantes, onde há respeito pelo outro, onde ninguém se eterniza no poder, onde podemos dizer o que pensámos e pensarmos o que quisermos, onde as mulheres não são inferiores aos homens, onde o Estado é o Estado e a Igreja é a Igreja, onde podemos sonhar e concretizar os nossos sonhos, onde podemos criar livremente, onde a justiça está nos tribunais, onde lá fundo do horizonte está sempre a dignidade da pessoa humana. É por isso que temos fome de civilização e progresso, para conseguirmos preservar a dignidade da pessoa humana.
Ao contrário, os loucos que perpretaram e executaram o 11 de Setembro, e outros ataques, querem que se instaure a sociedade do medo e da escravidão, em suma, a sociedade das trevas.
É por isso que temos e vamos prevalecer. É por isso que esta vai ser uma luta longa mas ganha. É por isso que não podemos ter medo.
(Foto de Stan Honda - AP)
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