Barack Obama venceu as eleições de 4 de Novembro sem margem para dúvidas. Os eleitores acorreram em massa às urnas e deixaram o seu veredicto. E ao darem o mandato ao Senador Obama acreditaram na sua promessa de mudança. Acontece que as expectativas altíssimas e a histeria colectiva que existe à volta de Obama não lhe vão ser nada favoráveis. Dado que o nativo do Estado do Hawai não é o Messias, não irá fazer milagres nos próximos anos, ao contrário do que a emoção exacerbada dos seus apoiantes quer fazer querer. Barack Obama fez um grande discurso na noite da vitória. Um discurso forte, apaixonado, que lembra os melhores valores da América, enfim um discurso que tem tudo para inspirar os seus concidadãos a esforçarem-se para construirem um país melhor. Espero que o novo Presidente dos EUA não perca o fulgor, e mais, espero sinceramente que me engane quanto ao facto de Obama ser um "embrulho" muito bonito e apaixonante, e no interior ser despojado de conteúdo. Espero sinceramente estar enganado. Mas a partir de 20 de Janeiro de 2009 começo a tirar as dúvidas, quando ele for empossado como o 44.º Presidente do país das oportunidades.
Entretanto, apesar de saber os riscos acrescidos que Obama corre, não deixou de me causar uma certa apreensão que num país com o património histórico de defesa das liberdades individuais e dos direitos civis e políticos, o novo Presidente (assim como qualquer candidato), tenha que ter à sua volta um sistema de segurança quase sufocante. No discurso da vitória, dois vidros à prova de bala envolviam toda a área onde Obama se encontrava.
(imagem retirada de www.thelondondailynews.com)
1 comentário:
Talqualmente se diz no artigo que aqui comentamos, o fenómeno Obama será até 2009 uma verdadeira incógnita. Porém, ha algo que poderá, desde já, ser realçado: as expectativas são altas e isso demonstra um grande "querer" de mudança por parte do povo norte-americano. Esta é já a primeira vitória de Obama!
Essencial será, também, notar que o candidato Republicano demosntrou uma enorme dignidade na derrota. Oito anos de administração Republicana foram um fardo demasiado pesado para um candidato que até ao último segundo manteve a esperança de tornar possível o impossível.
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